Hasta la vista, frog!

Não bastava o repelente batráquio ter servidores subdimensionados e uma plataforma sem manutenção, como achou que a melhor maneira para resolver estes e outros problemas era uma mudança de plataforma, com respectiva migração (que nem sequer consegui fazer) e consequentes dores de cabeça.
Na verdade, foi o melhor que podia ter acontecido. Já andava farto disto. A partir de agora podem encontrar-me no blogger. É só clicar na imagem.
Publicado por o.calvin em
11:39 PM
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Verdes anos

Alfred Hitchcock sabia o que fazia. Não era por acaso que nos filmes dele o verde estava associado à morte.
A nova campanha institucional dos Jogos da Santa Casa tem diversas imagens em que o verde é a cor predominante, o que é absolutamente expectável, uma vez que é a cor dos Jogos da Santa Casa. Mas uma coisa é um logotipo com um trevo de quatro folhas; outra coisa são as imagens de terror que por aí andam e que o verde reforça.
Em particular, a criancinha da imagem acima amedronta-me. Quando a vi pela primeira vez, depois de ter recuperado o batimento cardíaco, pensei que das duas uma: ou ia sair
O Exorcista III ou ainda não conhecia todos os mupis da
Coisa Ruim.
Até acredito que isto seja uma sensação só minha, mas para mim, uma criancinha com ar infeliz, de maillot e tutu esverdeado com as mãos repousando no teclado de um piano, tudo isto com sombreados e verdes à mistura, é sinónimo de terror. Poucas coisas mais tenebrosas têm aparecido na publicidade. A rapariguinha não parece nada enriquecida pela cultura, a não ser que tenha estado a ver o
Shining. Só consigo imaginá-la a levantar-se e a dizer-me com voz cândida e face impenetrável enquanto me estende a mão, «anda desmembrar bonecas».
Se em vez do número 3 aparecesse 666, alguém acharia despropositado? Depois admirem-se que haja malta a dizer que o jogo é um vício maldito.
Publicado por o.calvin em
09:39 PM
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From Russia with love

As feiras de algumas antiguidades, inúmeras velharias e também algum lixo multiplicam-se por Lisboa fora. Hoje aterrei na de Belém e enontrei uma preciosidade.
No meio de tralha indistinta, uma Lomo genuína, absolutamente soviética, do tempo em que ainda havia um muro. Com um ininteligível manual de instruções em cirílico (na imagem).
Por curiosidade, perguntei ao vendedor como é que a máquina lhe tinha ido parar às mãos. A resposta foi clara: «Isso foi um amigo meu que virou a casaca. Ia
lá muita vezes... Olhe, virou tanto a casaca que agora é do CDS!». As casacas viradas de uns são as grandes compras de outros.
O senhor, entusiasmado pelo meu interesse, contou que durante alguns anos fez fotografia desportiva no Estádio da Luz e que Nuno Ferrari se fartava de rir quando o via chegar com a sua Lomo. «Não digas a ninguém que tiras fotografias com
isso!».
Por 25,00€ eu não comprei uma velharia: eu levei de borla para casa um pedaço de História.
Publicado por o.calvin em
09:11 PM
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